A CPI do Crime Organizado encerrará suas atividades em 14 de abril, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmar a não prorrogação do prazo.
A CPI do Crime Organizado se aproxima do fim de seus trabalhos, com prazo final estabelecido para 14 de abril. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou a não prorrogação da comissão, apesar dos esforços do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que havia solicitado a extensão com o apoio de 28 senadores. Alcolumbre justificou a decisão citando os problemas que a comissão poderia gerar em ano eleitoral, além da resistência no Congresso e o grande número de pedidos de outras comissões que aguardam instalação.
Vieira argumentou que a prorrogação era necessária devido ao "volume monumental" de documentos e à necessidade de mais tempo para ouvir governadores, secretários de segurança e cruzar dados. No entanto, o entorno de Alcolumbre já considerava a prorrogação improvável, visando conter novas investigações. As sessões recentes da CPI têm sido esvaziadas, com depoimentos de menor impacto, e o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu após obter autorização do ministro André Mendonça do STF.
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