Pesquisa revela baixo acesso a diagnóstico e terapias para autistas no Brasil
O estudo Mapa Autismo Brasil aponta que a maioria dos autistas no país enfrenta dificuldades no acesso a diagnóstico, terapias e inclusão social, dependendo de planos de saúde.
Pontos principais
- Apenas 20,4% dos diagnósticos de TEA são confirmados pelo SUS e 15,5% das terapias são realizadas pela rede pública.
- 56,5% dos entrevistados realizam até duas horas de terapia semanal, abaixo do recomendado internacionalmente.
- 16% dos autistas não frequentam nenhuma instituição de ensino e 39,9% não recebem apoio de acessibilidade escolar.
- Entre autistas adultos, 29,9% estão desempregados ou sem renda, indicando desafios no mercado de trabalho.
Uma pesquisa inédita, o Mapa Autismo Brasil (MAB), revelou o acesso limitado a diagnóstico e terapias para pessoas autistas no país. O estudo, realizado pelo Instituto Autismos com mais de 23 mil participantes, é o primeiro perfil sociodemográfico nacional sobre o tema. Os dados indicam que a maioria dos diagnósticos e terapias ocorre na rede particular ou por meio de planos de saúde, com baixa participação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além das dificuldades no acesso à saúde, a pesquisa aponta falhas na inclusão educacional e no mercado de trabalho. Um percentual significativo de autistas não frequenta escolas ou não recebe o apoio de acessibilidade necessário. Entre os adultos, a taxa de desemprego e falta de renda é alta, evidenciando desafios estruturais para a plena inclusão social e econômica.
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