Especialistas e famílias cobram políticas para adultos com autismo
Seminário na Câmara dos Deputados destaca a falta de suporte público e moradias inclusivas para jovens e adultos com autismo no Brasil.
Pontos principais
- Participantes denunciaram a interrupção de terapias e assistência após a adolescência.
- A escassez de moradias adequadas foi apontada como o principal entrave para a autonomia dos neurodivergentes.
- O parlamentar Rollemberg prometeu fiscalizar o programa Viver sem Limites e diretrizes do Ministério da Saúde.
- Especialistas criticaram a morosidade diagnóstica e exigências judiciais por laudos exclusivos do sistema público.
Durante seminário realizado na Câmara dos Deputados, especialistas e familiares de pessoas com autismo reivindicaram a ampliação de políticas públicas voltadas a jovens e adultos. O debate expôs a fragilidade do suporte estatal, que frequentemente interrompe terapias e atendimentos logo após a fase adolescente, deixando as famílias desamparadas. Um dos pontos centrais da discussão foi a carência de residências inclusivas no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que não acompanha a demanda apontada por dados do IBGE. Além da infraestrutura, houve críticas contundentes à burocracia no diagnóstico e às exigências judiciais por laudos restritos ao sistema público. O deputado Rollemberg comprometeu-se a fiscalizar a execução do programa Viver sem Limites, visando garantir que as diretrizes do Ministério da Saúde sejam efetivamente implementadas para assegurar a autonomia e a dignidade dessa população.
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