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Mulheres são maioria nos cuidados de autistas no Brasil, revela estudo

Um estudo inédito do Instituto Autismos revela que mulheres são as principais cuidadoras de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, enfrentando desafios como altos custos e a necessidade de maior apoio público.

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Foto: Poder360
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05/04 às 11:03

Pontos principais

  • Mulheres representam a maioria das cuidadoras de pessoas com autismo no Brasil, muitas vezes fora do mercado de trabalho.
  • O estudo "Mapa do Autismo no Brasil", do Instituto Autismos, coletou dados de mais de 23 mil pessoas, incluindo responsáveis e autistas adultos.
  • A idade média do diagnóstico de autismo no Brasil é de 4 anos, alinhada a padrões internacionais, e o diagnóstico precoce melhora o tratamento.
  • Famílias gastam mais de R$ 1.000 mensais com terapias, utilizando planos de saúde ou o SUS, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
  • O governo federal investiu R$ 83 milhões para ampliar a assistência a pessoas com TEA, habilitando 59 novos serviços.

Um estudo inédito do Instituto Autismos, intitulado "Mapa do Autismo no Brasil", revelou que as mulheres são a maioria das cuidadoras de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no país. A pesquisa, que coletou dados de mais de 23 mil indivíduos, incluindo responsáveis e autistas adultos, destaca que muitas dessas cuidadoras estão fora do mercado de trabalho devido às demandas de cuidado. A idade média do diagnóstico de autismo no Brasil é de 4 anos, um dado que se alinha aos padrões internacionais e ressalta a importância da identificação precoce para um tratamento mais eficaz.

As famílias brasileiras enfrentam desafios financeiros significativos, com gastos superiores a R$ 1.000 mensais em terapias, utilizando tanto planos de saúde quanto o Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Em resposta a essa demanda, o governo federal investiu R$ 83 milhões para expandir a assistência a pessoas com TEA, habilitando 59 novos serviços. O Ministério da Saúde busca estruturar uma rede mais robusta no SUS, abrangendo desde a identificação precoce até o atendimento especializado, enquanto a crescente conscientização sobre o autismo facilita o acesso a direitos e a inclusão em diversas áreas.

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