Tráfego em Ormuz quase para; EAU reclamam de controle iraniano e minas
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está quase paralisado, com o Irã alertando sobre minas e os Emirados Árabes Unidos reclamando do controle iraniano, impactando o transporte global de petróleo.
Pontos principais
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu para menos de 10% do volume normal, com apenas um navio-tanque e cinco graneleiros passando nas últimas 24 horas.
- Os Emirados Árabes Unidos (EAU) reclamam que o Estreito de Ormuz, rota crucial para 20% do petróleo e gás mundial, segue controlado pelo Irã, com restrições e condicionamentos à passagem.
- A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou rotas alternativas para embarcações no Estreito de Ormuz, sugerindo navegação por águas iranianas perto da Ilha de Larak e alertando sobre minas navais.
- Agências de notícias iranianas publicaram um gráfico sugerindo que a Guarda Revolucionária Islâmica colocou minas marítimas no Estreito durante a guerra, com um estoque estimado entre 2 mil e 6 mil minas navais.
- A paralisação e os alertas são interpretados como uma retaliação do Irã aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano.
- Mais de 180 petroleiros, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, com 230 navios carregados de petróleo prontos para zarpar.
- Autoridades iranianas indicam que apenas 15 embarcações por dia serão permitidas, condicionadas à aprovação de Teerã e a um protocolo, mesmo durante o cessar-fogo.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está praticamente paralisado, operando com menos de 10% do volume normal. Apenas um navio-tanque e cinco graneleiros navegaram pelo Estreito nas últimas 24 horas. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) reclamaram que a passagem continua sob controle iraniano, com o ministro da Indústria dos EAU, Sultan Al Jaber, afirmando que a restrição e o condicionamento da passagem não configuram liberdade de navegação. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou novas rotas para embarcações, citando riscos de minas navais e divulgando um gráfico que sugere o posicionamento de artefatos na região. A medida, comunicada pela agência iraniana ISNA, visa mitigar os riscos e é interpretada como uma forma de pressionar os Estados Unidos, elevando as tensões geopolíticas.
Simultaneamente, agências de notícias semioficiais iranianas divulgaram um gráfico que mostra uma grande "zona de perigo" sobre a rota de trânsito de navios, abrangendo as datas de 28 de fevereiro a 9 de abril. A paralisação e os alertas são vistos como uma retaliação do Irã aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano. Empresas como a japonesa Mitsui O.S.K. Lines foram afetadas, e a empresa britânica de segurança marítima Ambrey alertou sobre o risco contínuo para trânsitos não autorizados e embarcações ligadas a Israel e aos EUA. Atualmente, mais de 180 petroleiros, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, com 230 navios carregados de petróleo prontos para zarpar. O Irã possui um estoque estimado entre 2 mil e 6 mil minas navais, e autoridades iranianas indicam que apenas 15 embarcações por dia serão permitidas, condicionadas à aprovação de Teerã e a um protocolo, mesmo durante o cessar-fogo.
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