O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está quase paralisado, com o Irã alertando sobre minas e os Emirados Árabes Unidos reclamando do controle iraniano, impactando o transporte global de petróleo.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está praticamente paralisado, operando com menos de 10% do volume normal. Apenas um navio-tanque e cinco graneleiros navegaram pelo Estreito nas últimas 24 horas. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) reclamaram que a passagem continua sob controle iraniano, com o ministro da Indústria dos EAU, Sultan Al Jaber, afirmando que a restrição e o condicionamento da passagem não configuram liberdade de navegação. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou novas rotas para embarcações, citando riscos de minas navais e divulgando um gráfico que sugere o posicionamento de artefatos na região. A medida, comunicada pela agência iraniana ISNA, visa mitigar os riscos e é interpretada como uma forma de pressionar os Estados Unidos, elevando as tensões geopolíticas.
Simultaneamente, agências de notícias semioficiais iranianas divulgaram um gráfico que mostra uma grande "zona de perigo" sobre a rota de trânsito de navios, abrangendo as datas de 28 de fevereiro a 9 de abril. A paralisação e os alertas são vistos como uma retaliação do Irã aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano. Empresas como a japonesa Mitsui O.S.K. Lines foram afetadas, e a empresa britânica de segurança marítima Ambrey alertou sobre o risco contínuo para trânsitos não autorizados e embarcações ligadas a Israel e aos EUA. Atualmente, mais de 180 petroleiros, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, com 230 navios carregados de petróleo prontos para zarpar. O Irã possui um estoque estimado entre 2 mil e 6 mil minas navais, e autoridades iranianas indicam que apenas 15 embarcações por dia serão permitidas, condicionadas à aprovação de Teerã e a um protocolo, mesmo durante o cessar-fogo.
Agência Brasil - EBC • 9 abr, 12:58
G1 Mundo • 9 abr, 12:59
Gazeta do Povo • 9 abr, 10:37
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