Senadores da CPI do Crime Organizado criticaram a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que tornou facultativo o depoimento do ex-governador Ibaneis Rocha, alegando interferência e esvaziamento dos trabalhos.
Senadores da CPI do Crime Organizado expressaram críticas à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou facultativo o depoimento do ex-governador Ibaneis Rocha. O presidente da CPI, Fabiano Contarato, afirmou que o STF tem inviabilizado o trabalho do colegiado, anulando quebras de sigilo e desobrigando testemunhas de comparecer. O relator Alessandro Vieira e o senador Sergio Moro também criticaram as decisões do STF que liberam autoridades de depor e invalidam quebras de sigilo, lamentando que a liberação de Ibaneis impeça o avanço das apurações sobre o caso envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
Moro destacou a necessidade de investigar sem obstruções, mencionando possíveis conexões do Banco Master com ministros do STF. Integrantes da CPI avaliam que a sucessão de decisões do STF reduz o alcance das investigações na reta final dos trabalhos, que se encerram em 14 de abril, e enfrentam incerteza sobre a prorrogação. Após as críticas, a CPI iniciou o depoimento de André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, que apresentou dados sobre o sistema prisional brasileiro.
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