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Piloto americano desaparecido no Irã é resgatado, confirma Trump

Um piloto americano, cujo caça F-15E foi derrubado no Irã, foi resgatado, confirmou Donald Trump, em meio a tensões e ameaças entre os dois países.

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Foto: InfoMoney
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04/04 às 08:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Um caça F-15E dos EUA foi abatido sobre o Irã em 3 de abril, e um dos dois tripulantes estava desaparecido.
  • Donald Trump confirmou o resgate do piloto americano, que estava "atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã".
  • Um segundo avião militar dos EUA, um A-10 Thunderbolt II, também foi derrubado por forças iranianas, e seu piloto resgatado.
  • Helicópteros militares dos EUA foram alvejados por iranianos durante as buscas e a missão de resgate do piloto desaparecido.
  • A televisão estatal do Irã divulgou imagens de homens armados procurando o piloto desaparecido e o regime mobilizou tropas.
  • Comerciantes iranianos e autoridades locais ofereceram uma recompensa de US$ 60.000 por informações sobre o piloto.
  • O ministro das Relações Exteriores do Irã expressou abertura para negociações de paz com os EUA, mediadas pelo Paquistão.
  • Donald Trump ameaçou intensificar ataques se o Irã não chegar a um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz em 48 horas.
  • O Irã atacou um navio afiliado a Israel com um drone no Estreito de Ormuz, incendiando-o e fechando a via navegável.
  • A derrubada das duas aeronaves americanas marca um ataque inédito em mais de 20 anos, demonstrando a capacidade de retaliação iraniana.

Irã e Estados Unidos estiveram em uma corrida contra o tempo para localizar um piloto americano desaparecido, após a derrubada de duas aeronaves militares dos EUA por forças iranianas. O incidente mais recente envolveu um caça F-15E abatido sobre o Irã em 3 de abril, com um dos dois tripulantes desaparecido e o outro já resgatado. Anteriormente, um A-10 Thunderbolt II também foi derrubado na mesma data. Este é o primeiro incidente do tipo na guerra iniciada no final de fevereiro entre EUA, Israel e Irã, intensificando os riscos para as forças armadas americanas. A derrubada das duas aeronaves americanas representa um ataque inédito em mais de 20 anos, com a última vez que um caça americano foi abatido em combate sendo um A-10 Thunderbolt II durante a invasão americana ao Iraque em 2003. Durante as operações de busca e resgate, helicópteros militares dos EUA foram alvejados por iranianos, e helicópteros Blackhawk também foram atingidos. A Força Aérea dos EUA mobilizou unidades especiais e helicópteros para as buscas, com aviões de combate e paraquedistas acompanhando.

O presidente Donald Trump confirmou o resgate do piloto americano, que ele descreveu como estando "atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã". Apesar do resgate, a equipe ainda precisava deixar o território iraniano em segurança, segundo fontes. Em meio à escalada, comerciantes e grupos comerciais iranianos, com o apoio de autoridades locais como o governador provincial Yadollah Rahmani, ofereceram uma recompensa de US$ 60.000 (10 bilhões de tomans) pela captura do "piloto americano invasor". Rahmani pediu a ajuda dos moradores locais para encontrar o piloto e prometeu reconhecimento adicional pela captura. A televisão estatal do Irã divulgou imagens de homens armados procurando o piloto desaparecido. O ataque ocorre cinco semanas após bombardeios dos EUA e Israel no Irã, e demonstra a capacidade de retaliação iraniana, apesar das afirmações de Trump de que a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones foi dramaticamente reduzida.

Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, expressou abertura para negociações de paz com os EUA através da mediação do Paquistão, embora sem ceder às exigências de Trump. O presidente americano, por sua vez, reiterou ameaças de intensificar ataques se o Irã não chegar a um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz, dando um ultimato de 48 horas, após um prazo anterior de 10 dias. O Irã também atacou um navio afiliado a Israel com um drone no Estreito de Ormuz, incendiando-o e praticamente fechando a via navegável crucial para o transporte de petróleo e gás natural. A crise no Estreito de Ormuz, por onde trafega 20% do petróleo global, tem gerado instabilidade nos mercados e pressão de Washington sobre aliados. A guerra já dura seis semanas, resultando em milhares de mortes, crise energética e ameaça de danos duradouros à economia mundial.

Em resposta à escalada, a Casa Branca anunciou que solicitará ao Congresso cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares em 2027, o maior orçamento de defesa da história moderna dos EUA, visando priorizar a segurança nacional e reabastecer suprimentos na guerra contínua com o Irã.

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