Irã e Estados Unidos estiveram em uma corrida contra o tempo para localizar um piloto americano desaparecido, após a derrubada de duas aeronaves militares dos EUA por forças iranianas. O incidente mais recente envolveu um caça F-15E abatido sobre o Irã em 3 de abril, com um dos dois tripulantes desaparecido e o outro já resgatado. Anteriormente, um A-10 Thunderbolt II também foi derrubado na mesma data. Este é o primeiro incidente do tipo na guerra iniciada no final de fevereiro entre EUA, Israel e Irã, intensificando os riscos para as forças armadas americanas. A derrubada das duas aeronaves americanas representa um ataque inédito em mais de 20 anos, com a última vez que um caça americano foi abatido em combate sendo um A-10 Thunderbolt II durante a invasão americana ao Iraque em 2003. Durante as operações de busca e resgate, helicópteros militares dos EUA foram alvejados por iranianos, e helicópteros Blackhawk também foram atingidos. A Força Aérea dos EUA mobilizou unidades especiais e helicópteros para as buscas, com aviões de combate e paraquedistas acompanhando.
O presidente Donald Trump confirmou o resgate do piloto americano, que ele descreveu como estando "atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã". Apesar do resgate, a equipe ainda precisava deixar o território iraniano em segurança, segundo fontes. Em meio à escalada, comerciantes e grupos comerciais iranianos, com o apoio de autoridades locais como o governador provincial Yadollah Rahmani, ofereceram uma recompensa de US$ 60.000 (10 bilhões de tomans) pela captura do "piloto americano invasor". Rahmani pediu a ajuda dos moradores locais para encontrar o piloto e prometeu reconhecimento adicional pela captura. A televisão estatal do Irã divulgou imagens de homens armados procurando o piloto desaparecido. O ataque ocorre cinco semanas após bombardeios dos EUA e Israel no Irã, e demonstra a capacidade de retaliação iraniana, apesar das afirmações de Trump de que a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones foi dramaticamente reduzida.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, expressou abertura para negociações de paz com os EUA através da mediação do Paquistão, embora sem ceder às exigências de Trump. O presidente americano, por sua vez, reiterou ameaças de intensificar ataques se o Irã não chegar a um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz, dando um ultimato de 48 horas, após um prazo anterior de 10 dias. O Irã também atacou um navio afiliado a Israel com um drone no Estreito de Ormuz, incendiando-o e praticamente fechando a via navegável crucial para o transporte de petróleo e gás natural. A crise no Estreito de Ormuz, por onde trafega 20% do petróleo global, tem gerado instabilidade nos mercados e pressão de Washington sobre aliados. A guerra já dura seis semanas, resultando em milhares de mortes, crise energética e ameaça de danos duradouros à economia mundial.
Em resposta à escalada, a Casa Branca anunciou que solicitará ao Congresso cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares em 2027, o maior orçamento de defesa da história moderna dos EUA, visando priorizar a segurança nacional e reabastecer suprimentos na guerra contínua com o Irã.
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