O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exagerou ao comparar a reforma agrária entre governos, pois dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) indicam que a desapropriação de terras perdeu força nas últimas décadas. Contrariando a afirmação de Lula de que seu partido lidera a política de reforma agrária, os dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que o governo Fernando Henrique Cardoso desapropriou mais de 10 milhões de hectares, o dobro do total dos mandatos do Partido dos Trabalhadores.
A desapropriação de terras desacelerou significativamente desde o segundo mandato de FHC, chegando a zero no governo Bolsonaro e sendo retomada apenas em 2025. No seu terceiro mandato, o governo Lula tem priorizado outros mecanismos para a obtenção de terras, como a compra e a regularização fundiária, em vez das desapropriações. Em janeiro de 2026, foi anunciado um pacote de R$ 2,7 bilhões para a área, incluindo compra de fazendas e ações de crédito e habitação.
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