A Reforma Agrária Chinesa refere-se a políticas implementadas após 1949 para redistribuir terras e transformar a estrutura agrária do país. Inicialmente, sob Mao Zedong, houve uma redistribuição violenta para eliminar o sistema feudal e reduzir a desigualdade. Posteriormente, a partir de 1978, Deng Xiaoping introduziu reformas rurais que descentralizaram a produção e aumentaram a produtividade, sendo cruciais para o desenvolvimento econômico e social da China moderna.
A Reforma Agrária Chinesa refere-se a um conjunto de políticas e movimentos implementados na China, principalmente após a fundação da República Popular da China em 1949, com o objetivo de redistribuir terras e transformar a estrutura agrária do país. As reformas visavam eliminar o sistema de propriedade feudal, reduzir a desigualdade e aumentar a produção agrícola, sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e social da China moderna. Houve uma fase inicial de reforma violenta liderada por Mao Zedong e, posteriormente, uma reforma rural mais ampla iniciada por Deng Xiaoping em 1978, focada no aumento da produtividade e na redução da pobreza.
Contexto histórico e desenvolvimento
Antes da reforma, a propriedade da terra na China era altamente concentrada, com uma pequena elite de proprietários controlando vastas extensões de terra, enquanto a maioria dos camponeses vivia em condições de pobreza e arrendamento. O Partido Comunista da China (PCC) identificou a questão agrária como central para sua revolução. Entre 1946 e 1953, o Movimento de Reforma Agrária, liderado por Mao Zedong, redistribuiu terras em larga escala, muitas vezes por meio de campanhas violentas que resultaram na morte de centenas de milhares, senão milhões, de cidadãos chineses. Este período buscou desmantelar o poder dos proprietários de terras e estabelecer um sistema de propriedade camponesa.
No entanto, a centralização da produção agrícola foi afirmada na Conferência de Beidaihe em 1958, e o direito à propriedade privada foi removido, com as comunas populares tornando-se a unidade de produção nas áreas rurais. Este sistema coletivo, onde os rendimentos eram divididos igualmente independentemente do esforço individual, levou a baixos incentivos e ineficiência na produção. A Grande Fome Chinesa (1959-1962), resultante do Grande Salto Adiante, exacerbou a crise alimentar.
A partir de 1978, Deng Xiaoping iniciou uma nova fase de reformas rurais, conhecida como Reforma Rural Chinesa ou Reforma Agrícola. Esta reforma foi impulsionada inicialmente por 18 famílias na vila de Xiaogang, província de Anhui, que secretamente adotaram um arranjo onde cada família era responsável por sua própria produção, em troca de cotas fixas de produção. Esse protótipo do