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Lula critica gestão ambiental anterior e cria unidades de conservação

O presidente Lula discursou na COP15 de Espécies Migratórias, criticando a gestão ambiental passada e anunciando a criação e ampliação de unidades de conservação no Pantanal e Cerrado.

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Foto: G1 Política
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22/03 às 21:01 · atualizado 23/03 às 07:02

Pontos principais

  • Lula criticou o governo anterior pelas políticas ambientais, afirmando que a imagem internacional do Brasil estava questionada.
  • O presidente discursou na COP15 de Espécies Migratórias da ONU, em Campo Grande (MS), destacando a importância do Pantanal.
  • Ele destacou a reconstrução das políticas ambientais desde 2023 e a queda do desmatamento na Amazônia (50%), Cerrado (30%) e queimadas no Pantanal (90%).
  • Lula assinou decretos para criar e ampliar unidades de conservação, totalizando mais de 174 mil hectares protegidos.
  • As medidas incluem a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã.
  • Foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, com cerca de 69,9 mil hectares.
  • A ministra Marina Silva destacou a articulação entre governos e comunidades e alertou sobre a crise climática e perda de biodiversidade.
  • A COP15 reúne governos, cientistas e organizações para definir estratégias de proteção de espécies migratórias e seus habitats globalmente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a gestão ambiental anterior do Brasil, afirmando que a imagem internacional do país na área estava questionada. A declaração foi feita durante seu discurso na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias da ONU, realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Lula destacou a escolha estratégica de Mato Grosso do Sul como porta de entrada do Pantanal e a importância das medidas para a conservação do bioma. Ele ressaltou a reconstrução das políticas ambientais desde 2023, resultando em uma queda de 50% no desmatamento na Amazônia, 30% no Cerrado e 90% nas queimadas no Pantanal.

Durante a Cúpula de Líderes, o presidente assinou três decretos para a criação e ampliação de unidades de conservação, totalizando mais de 174 mil hectares protegidos. As medidas incluem a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã, aumentando a área protegida do bioma de 4,7% para 5,4%. No Cerrado, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, com cerca de 69,9 mil hectares, para proteger nascentes e comunidades como geraizeiros e quilombolas. A ministra Marina Silva, que abriu o encontro, destacou a articulação entre governos, pesquisadores e comunidades locais para as ampliações, que também podem impulsionar o turismo e a arrecadação municipal, e alertou sobre a crise climática e a perda de biodiversidade.

Lula ressaltou a recolocação do Brasil nos esforços multilaterais para o meio ambiente, incluindo a presidência da COP30, e defendeu a ação coletiva para a sobrevivência das espécies migratórias e a proteção da biodiversidade na América Latina. As prioridades da presidência brasileira da COP15 incluem dialogar com princípios de convenções climáticas, ampliar recursos financeiros e universalizar a proteção de espécies migratórias, conforme a Declaração do Pantanal. João Paulo Capobianco afirmou que os anúncios representam um avanço nos compromissos internacionais do Brasil na proteção de habitats críticos. A COP15 reúne governos, cientistas e organizações para definir estratégias de proteção de espécies migratórias e seus habitats globalmente.

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