O governo Lula anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para a reforma agrária, incluindo desapropriações em seis estados, buscando fortalecer a relação com o MST após críticas do movimento.
Em um ano eleitoral, o governo Lula anunciou um investimento de R$ 2,7 bilhões na reforma agrária, com a aceleração de desapropriações em seis estados. A iniciativa busca reatar laços com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que havia expressado insatisfação com o ritmo da reforma agrária. As desapropriações incluem terras com histórico de conflitos, como a Fazenda Nova Alegria, em Minas Gerais, e a Fazenda Santa Lúcia, no Pará, locais de massacres notórios.
O presidente Lula participou do encontro nacional do MST, onde defendeu a participação do movimento nas eleições, que planeja 18 candidaturas. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, justificou as desapropriações como um meio legal para resolver conflitos no campo e promover a paz. O presidente também atribuiu a lentidão inicial da reforma agrária à falta de estrutura do Incra, prometendo uma reunião com agrupamentos rurais para discutir o tema.