Apesar da queda no preço do cacau, o chocolate de Páscoa de 2026 permanece caro devido à compra antecipada da matéria-prima e à recuperação de margens pela indústria, enquanto 90% dos brasileiros planejam comprar.

Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva indica que 90% dos brasileiros, o equivalente a 148 milhões de pessoas, planejam adquirir produtos de Páscoa em 2026, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Apesar da alta intenção de compra, 69% dos consumidores expressam insatisfação com os preços dos ovos de Páscoa, considerando-os injustos em comparação com barras de chocolate, e 68% preferem produtos artesanais.
Contrariando a queda acentuada no preço do cacau para os produtores no Brasil e nas bolsas internacionais, o chocolate para o consumidor final permanece caro, com uma inflação de 24,8% em 12 meses. Isso se deve ao fato de que a indústria comprou as amêndoas de cacau com 6 a 12 meses de antecedência, quando os preços estavam em alta, e agora prioriza a recuperação de suas margens de lucro. A expectativa é que uma queda nos preços de varejo só ocorra a partir do segundo semestre de 2026, caso os preços do cacau se mantenham baixos.
3 abr, 08:02
24 mar, 06:01
9 mar, 05:01
8 mar, 10:00
1 mar, 07:01
Carregando comentários...