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Preço do chocolate na Páscoa de 2026 segue alto apesar da queda do cacau

Apesar da queda no preço do cacau, o chocolate de Páscoa de 2026 permanece caro devido à compra antecipada da matéria-prima e à recuperação de margens pela indústria, enquanto 90% dos brasileiros planejam comprar.

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Foto: G1 - Economia
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31/03 às 18:03 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • 90% dos brasileiros (148 milhões de pessoas) planejam comprar produtos de Páscoa em 2026, um aumento de 4 pontos percentuais em relação a 2025.
  • O preço do cacau despencou no Brasil e nas bolsas internacionais, mas o chocolate continua caro para o consumidor, com inflação de 24,8% em 12 meses.
  • A indústria comprou as amêndoas de cacau para a Páscoa quando os preços estavam em alta, com antecedência de 6 a 12 meses, e prioriza a recuperação de suas margens de lucro.
  • 69% dos consumidores consideram o preço dos ovos de Páscoa injusto em comparação com barras de chocolate, com 68% preferindo produtos artesanais.
  • A queda de preços no supermercado é esperada apenas a partir do segundo semestre de 2026, caso os preços do cacau se mantenham baixos.

Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva indica que 90% dos brasileiros, o equivalente a 148 milhões de pessoas, planejam adquirir produtos de Páscoa em 2026, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Apesar da alta intenção de compra, 69% dos consumidores expressam insatisfação com os preços dos ovos de Páscoa, considerando-os injustos em comparação com barras de chocolate, e 68% preferem produtos artesanais.

Contrariando a queda acentuada no preço do cacau para os produtores no Brasil e nas bolsas internacionais, o chocolate para o consumidor final permanece caro, com uma inflação de 24,8% em 12 meses. Isso se deve ao fato de que a indústria comprou as amêndoas de cacau com 6 a 12 meses de antecedência, quando os preços estavam em alta, e agora prioriza a recuperação de suas margens de lucro. A expectativa é que uma queda nos preços de varejo só ocorra a partir do segundo semestre de 2026, caso os preços do cacau se mantenham baixos.

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