A implementação da reforma tributária no Brasil, promulgada em 2023 com transição gradual de 2026 a 2033, pode gerar um custo de até R$ 3 trilhões até 2033, conforme estimativa da consultoria Omnitax. Este valor abrange a adaptação de sistemas da Receita Federal, estados, municípios e cerca de 21 milhões de empresas brasileiras, que precisarão operar com dois sistemas tributários simultaneamente durante o longo período de transição.
Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax, ressalta que o principal desafio da reforma não reside em seus aspectos superficiais, mas sim na complexidade de sua execução e na reestruturação completa da engrenagem tributária. A reforma, que substituirá cinco tributos por um modelo de IVA dual (CBS e IBS), exigirá uma revisão profunda de processos internos, contratos, cadeias de fornecedores e sistemas financeiros das empresas, indo além do impacto contábil. O sucesso da iniciativa dependerá da capacidade de reduzir custos operacionais, simplificar obrigações e aumentar a previsibilidade, sem ampliar a burocracia.
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