A transição tributária no Brasil ameaça encarecer remessas internacionais, gerando riscos para a logística e o abastecimento de setores essenciais.
A implementação da reforma tributária brasileira traz incertezas para o setor de logística e comércio exterior. Segundo estimativas da Abraec, a carga tributária sobre remessas internacionais pode atingir 117% durante a fase de transição, período em que os novos tributos CBS e IBS coexistirão com o regime simplificado vigente. Esse cenário gera preocupações sobre a sustentabilidade das operações logísticas, especialmente em rotas aéreas cruciais para o transporte de insumos farmacêuticos e hospitalares.
Além do impacto direto nos preços, o setor alerta que a redução no volume de encomendas pode comprometer a infraestrutura e a conectividade em regiões como o Norte e o Nordeste. O fluxo de remessas internacionais é visto como um pilar fundamental para a integração do Brasil às cadeias globais de suprimentos, e o encarecimento excessivo pode desestimular investimentos e afetar o abastecimento de setores essenciais para a economia nacional.
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