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Moraes nega ter viajado em aviões de banqueiro do Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes negou ter utilizado aeronaves de Daniel Vorcaro, do Banco Master, após reportagem da Folha de S.Paulo apontar múltiplos voos em jatinhos ligados ao empresário.

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Foto: G1 Política
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31/03 às 23:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Alexandre de Moraes negou ter viajado em aviões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A Folha de S.Paulo publicou que Moraes e sua esposa teriam voado ao menos oito vezes em jatinhos ligados a empresas de Vorcaro em 2025.
  • Sete voos teriam sido em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo de Vorcaro, e um em um jato de uma empresa privada sem autorização para táxi aéreo, cujo sócio é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
  • O escritório de Viviane Barci de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, encerrado em novembro de 2025 após a liquidação do banco.
  • O gabinete de Moraes classificou as alegações como "absolutamente falsas" e "ilações fantasiosas", negando relação pessoal com Vorcaro ou Zettel.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter utilizado aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A negativa surge após uma reportagem da Folha de S.Paulo alegar que Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, realizaram ao menos oito voos em jatinhos associados a empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025. As viagens, identificadas por meio de registros de aviação civil, ocorreram meses antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, período em que o escritório de Viviane Barci de Moraes mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco.

Sete dos voos teriam sido em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo de Vorcaro, e um em um jato de uma empresa privada sem autorização para táxi aéreo, cujo sócio é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel foi preso em investigação do caso Master, que tramita no STF sob relatoria de André Mendonça, e negocia delação premiada.

Em resposta, o gabinete de Moraes classificou as alegações como "absolutamente falsas" e "ilações fantasiosas", afirmando que o ministro "jamais viajou em avião de Daniel Vorcaro" e que não há relação pessoal com o empresário ou com Fabiano Zettel. O escritório Barci de Moraes confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo, incluindo da Prime Aviation, mas refutou a presença de Vorcaro ou Zettel em qualquer um dos voos com integrantes do escritório. Os pagamentos pelos serviços, segundo o escritório, eram realizados por meio de compensação de honorários advocatícios.

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