O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter utilizado aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A negativa surge após uma reportagem da Folha de S.Paulo alegar que Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, realizaram ao menos oito voos em jatinhos associados a empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025. As viagens, identificadas por meio de registros de aviação civil, ocorreram meses antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, período em que o escritório de Viviane Barci de Moraes mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Sete dos voos teriam sido em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo de Vorcaro, e um em um jato de uma empresa privada sem autorização para táxi aéreo, cujo sócio é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel foi preso em investigação do caso Master, que tramita no STF sob relatoria de André Mendonça, e negocia delação premiada.
Em resposta, o gabinete de Moraes classificou as alegações como "absolutamente falsas" e "ilações fantasiosas", afirmando que o ministro "jamais viajou em avião de Daniel Vorcaro" e que não há relação pessoal com o empresário ou com Fabiano Zettel. O escritório Barci de Moraes confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo, incluindo da Prime Aviation, mas refutou a presença de Vorcaro ou Zettel em qualquer um dos voos com integrantes do escritório. Os pagamentos pelos serviços, segundo o escritório, eram realizados por meio de compensação de honorários advocatícios.
G1 Política • 1 abr, 10:43
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