Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além da esposa de Moraes, utilizaram jatos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levantando questionamentos sobre conflito de interesses e legalidade das viagens.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou um jato executivo operado por uma empresa que tinha como sócio o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, conforme revelado pela Folha de S.Paulo. A viagem ocorreu em 4 de julho de 2025, em uma aeronave da Prime Aviation, partindo de Brasília com destino a Marília (SP). Toffoli relatou o caso no Supremo até fevereiro de 2026, gerando questionamentos sobre conflito de interesses devido às conexões com o resort Tayayá, onde seus irmãos tiveram participação vendida a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
Além de Toffoli, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, confirmou ter utilizado jatinhos particulares ligados a Daniel Vorcaro entre maio e outubro de 2025. Ela alegou que as viagens foram pagas por meio de compensação de honorários advocatícios, conforme contrato. O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados declarou que contrata diversos serviços de táxi aéreo, incluindo a Prime Aviation. No entanto, Alexandre de Moraes, por meio de seu gabinete, negou veementemente ter viajado em qualquer avião de Vorcaro ou em sua companhia. Um voo em 7 de agosto de 2025, com Moraes e Viviane, foi realizado em uma aeronave sem autorização para táxi aéreo, e Fabiano Zettel figura entre os sócios dessa aeronave. O Banco Master, ligado a Vorcaro, foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, e Viviane Barci de Moraes recebeu mais de R$ 80 milhões da instituição por serviços prestados.
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