Dólar recua a R$ 5,10 com alívio nas tensões entre EUA e Irã
O dólar fechou em queda a R$ 5,10, impulsionado pelo otimismo com um possível acordo de paz entre EUA e Irã e pela melhora no apetite por risco global.
Pontos principais
- O dólar recuou 1,37% no fechamento, cotado a R$ 5,10, em meio à descompressão das expectativas de juros.
- O preço do petróleo Brent caiu 4,17%, para US$ 89,22, com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz.
- O Ibovespa abriu em alta de 0,50%, impulsionado pelo desempenho positivo das ações da Petrobras.
- O volume de serviços no Brasil cresceu 1,2% em abril, superando as expectativas do mercado financeiro.
- O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em 25 pontos-base, a primeira alta desde 2023.
- O Banco Central brasileiro mantém intervenções no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial.
- Analistas destacam que a queda nos custos de energia pode aliviar a pressão sobre as taxas de juros globais, embora mantenham cautela até a assinatura oficial do acordo.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o dia com otimismo, refletindo a redução das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A sinalização de avanços diplomáticos pelo presidente Donald Trump para encerrar o conflito favoreceu o apetite por risco, levando o dólar a uma queda de 1,37%, cotado a R$ 5,10. O movimento foi acompanhado pela desvalorização do petróleo Brent, que recuou 4,17% com a expectativa de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, fator que especialistas apontam como um alívio para as pressões inflacionárias e para as taxas de juros globais.
No cenário doméstico, o Ibovespa sustentou alta de 0,50%, impulsionado pelo setor de energia e pelo dado positivo do volume de serviços, que avançou 1,2% em abril. Enquanto o Banco Central do Brasil segue atuando via swap cambial, o mercado monitora os desdobramentos externos, incluindo a recente decisão do Banco Central Europeu de elevar os juros em 25 pontos-base. Apesar do otimismo com a diplomacia, analistas recomendam cautela até que o acordo entre Washington e Teerã seja formalizado pelo governo iraniano.
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