O Banco de Brasília (BRB) não divulgou seu balanço de 2025 no prazo, citando auditoria forense, e convocou assembleia para 22 de abril para votar ampliação de capital e homologar conselheiros, enfrentando possíveis sanções do Banco Central.

O Banco de Brasília (BRB) anunciou que não divulgará seu balanço consolidado de 2025, incluindo as demonstrações financeiras do 3º e 4º trimestres, dentro do prazo legal, que se encerrou em 31 de março. A decisão é justificada pela necessidade de concluir uma auditoria forense da operação 'Compliance Zero' e avaliar os impactos relacionados à crise com o Banco Master. O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou que a divulgação sem a conclusão da investigação interna poderia levar a números incorretos e dificultar a identificação dos responsáveis por prejuízos, visando assegurar a fidedignidade, transparência e integridade das demonstrações financeiras.
Diante da situação, o BRB convocou uma nova assembleia para 22 de abril, onde será votada a ampliação de seu capital social e a homologação da indicação de Nelson Antônio de Souza e Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros. Uma assembleia anterior, marcada para 18 de março, foi cancelada devido à insegurança jurídica sobre imóveis públicos que o GDF pretendia usar para capitalizar o banco. A não apresentação dos resultados no prazo implica em esclarecimentos a órgãos reguladores como o Banco Central e a CVM, além de poder gerar multas diárias. A CVM já cobra multa pelo descumprimento do balanço do 3º trimestre de 2025, e o atraso superior a 12 meses pode levar à suspensão do registro do BRB como companhia aberta.
A crise do BRB está ligada à aquisição de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, que posteriormente foi liquidado pelo Banco Central, com um prejuízo estimado das operações variando entre R$ 8 bilhões e R$ 13 bilhões. As operações com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, levando o Banco Central a intensificar o monitoramento e determinar que o BRB reserve R$ 3 bilhões. O Banco Central, que já havia barrado a compra do Banco Master pelo BRB, pode aplicar ações mais drásticas, incluindo intervenção, caso não haja um plano de ação concreto para o problema com o Master. Diante da situação, o Governo do Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o caixa do banco, que enfrenta pressão por medidas de recomposição de capital.
Agência Brasil - EBC • 31 mar, 19:55
InfoMoney • 31 mar, 20:40
G1 - Economia • 31 mar, 19:02
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