Brasil cria 255,3 mil empregos formais em fevereiro, o pior desde 2023
A economia brasileira gerou 255,3 mil empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, o pior desempenho para o mês desde 2023, com ritmo modesto.
Pontos principais
- O Brasil registrou a criação de 255,3 mil empregos formais em fevereiro de 2026, segundo dados do Caged.
- Este é o pior resultado para o mês de fevereiro desde 2023 e o terceiro mais baixo desde 2020.
- Houve 2,381 milhões de contratações e 2,126 milhões de demissões no período.
- O saldo de fevereiro representa uma queda de 42% em comparação com fevereiro de 2025, e economistas apontam ritmo modesto.
- Todos os cinco setores da economia e as cinco regiões do país apresentaram saldo positivo, com serviços liderando a geração de vagas.
A economia brasileira criou 255,3 mil empregos formais em fevereiro de 2026, conforme divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é o pior para o mês desde 2023, quando foram geradas 252,5 mil vagas, e o terceiro mais baixo para fevereiro desde 2020. No total, o período registrou 2,381 milhões de contratações e 2,126 milhões de demissões. Economistas apontam que, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido, o ritmo de criação de vagas é mais modesto em comparação com anos anteriores, e o saldo acumulado em 12 meses continua em queda, atingindo 1,05 milhão de vagas em fevereiro.
O saldo de fevereiro, embora superior ao de janeiro, representa uma queda de 42% em relação a fevereiro de 2025, refletindo o impacto de juros altos e a desaceleração econômica. Todos os cinco setores da economia e as cinco regiões do Brasil apresentaram saldo positivo na criação de empregos. O setor de serviços liderou com 177,9 mil novas vagas, impulsionado pela administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, seguido pela indústria (+32 mil) e construção (+31,1 mil). Houve recuo no salário médio de admissão em comparação com janeiro, e a maioria das vagas abertas oferecia remuneração de até 1,5 salário-mínimo. Projeções indicam que 2026 pode encerrar com uma taxa de desocupação de 5,5% e a criação líquida de 1,2 milhão de vagas formais.
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