O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou uma desaceleração significativa em abril de 2026, com a criação de 85.888 vagas com carteira assinada. O dado, divulgado pelo Caged, frustrou as expectativas de analistas financeiros, que projetavam uma mediana de 211.100 postos. Este é o resultado mais baixo para o mês desde 2020, marcando uma queda acentuada após um pico de contratações no mês anterior e evidenciando um cenário de maior cautela por parte dos empregadores. No acumulado do primeiro quadrimestre, o país registrou 699.762 novas vagas, representando uma retração de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado.
Setorialmente, o setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos, com saldo positivo de 451.996 postos, enquanto o comércio destacou-se negativamente como o único setor a encerrar o mês com mais demissões do que contratações. A fragilidade na geração de empregos é acompanhada com atenção pelo mercado, uma vez que o indicador influencia diretamente as decisões do Banco Central sobre a taxa de juros. Investidores monitoram os números para avaliar o espaço disponível para cortes na Selic, enquanto o governo busca identificar se o esfriamento no setor produtivo representa um movimento pontual ou uma tendência prolongada de instabilidade econômica.
InfoMoney • 28 mai, 15:46
Bloomberg - Economics • 28 mai, 15:17
Folha de São Paulo - Mercado • 28 mai, 14:52
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