Daily Journal
Daily Journal

Brasil cria 85,8 mil vagas formais em abril, pior resultado desde 2020

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou em abril de 2026 o desempenho mais fraco para o mês desde o início da pandemia, sinalizando uma desaceleração gradual na geração de empregos.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
28/05 às 15:16 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Caged registrou a abertura de 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril, abaixo da expectativa de 211,1 mil vagas.
  • O resultado foi composto por 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos no período.
  • No acumulado do ano, o país gerou 699,7 mil vínculos, uma queda de 23,4% em relação ao mesmo período de 2025.
  • O setor de serviços liderou as contratações, enquanto o comércio e a indústria apresentaram resultados desfavoráveis.
  • Apesar da desaceleração, o desemprego permanece em patamares historicamente baixos e a renda média de admissão segue resiliente.
  • Projeções de economistas indicam que o ritmo de criação de empregos deve moderar ao longo de 2026, com estimativa anual de 1,05 milhão de postos.
  • O desempenho é monitorado pelo mercado financeiro para avaliar os próximos passos da política monetária e da taxa Selic.

O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou uma desaceleração significativa em abril de 2026, com a criação de 85.888 vagas com carteira assinada. O dado, divulgado pelo Caged, frustrou as expectativas de analistas financeiros, que projetavam uma mediana de 211.100 postos. Este é o resultado mais baixo para o mês desde 2020, marcando uma queda acentuada após um pico de contratações no mês anterior e evidenciando um cenário de maior cautela por parte dos empregadores. No acumulado do primeiro quadrimestre, o país registrou 699.762 novas vagas, representando uma retração de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado.

Setorialmente, o setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos, enquanto o comércio e a indústria destacaram-se negativamente. Apesar da perda de dinamismo, especialistas observam que o desemprego permanece em patamares historicamente baixos e o salário médio de admissão apresenta estabilidade em termos reais. A fragilidade na geração de empregos é acompanhada com atenção pelo mercado, uma vez que o indicador influencia diretamente as decisões do Banco Central sobre a taxa de juros. Com a expectativa de que o ritmo de contratações continue a moderar ao longo do ano, a projeção atual aponta para a criação de cerca de 1,05 milhão de postos formais até o final de 2026.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...