Setor público supera setor privado na criação de vagas formais
O mercado de trabalho formal brasileiro atingiu 62,2 milhões de vínculos em fevereiro de 2026, com o setor público liderando a geração de novos postos.
Pontos principais
- O Brasil alcançou 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026, um crescimento anual de 3,6%.
- O setor público criou 1,09 milhão de vagas, superando o setor privado, que registrou 1,04 milhão de novos postos.
- O setor público avançou 8,6%, enquanto o emprego celetista cresceu 2,2% no mesmo período.
- A ocupação feminina cresceu 4,7%, representando 46,1% do total de vínculos formais.
- Jovens entre 18 e 24 anos e trabalhadores pretos, pardos e indígenas registraram crescimento expressivo na ocupação.
- O Ministério do Trabalho suspendeu a divulgação de dados salariais após identificar inconsistências nas informações.
Dados do Ministério do Trabalho e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) confirmam que o setor público brasileiro liderou a geração de empregos formais nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026. Com a criação de 1,09 milhão de postos, o setor superou o desempenho do setor privado, que registrou 1,04 milhão de novas contratações sob o regime CLT. Esse movimento elevou o estoque total de vínculos formais no país para 62,2 milhões, representando um crescimento anual de 3,6%. O salto de 8,6% nos vínculos públicos foi impulsionado majoritariamente por admissões de tempo determinado, evidenciando uma mudança na dinâmica do mercado de trabalho nacional que prioriza vínculos governamentais de curta duração.
Além da predominância do setor público, o mercado de trabalho apresentou avanços demográficos relevantes. A ocupação feminina cresceu 4,7% em relação ao ano anterior, totalizando 46,1% dos vínculos formais, enquanto jovens entre 18 e 24 anos e trabalhadores pretos, pardos e indígenas registraram um incremento expressivo na ocupação. Apesar da expansão quantitativa, o Ministério do Trabalho e Emprego optou por suspender a divulgação de dados sobre remuneração, citando a necessidade de corrigir inconsistências identificadas nas informações salariais enviadas pelos empregadores. O cenário consolida o serviço público como o principal motor de expansão do mercado de trabalho formal no período recente.
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