O Brasil gerou 112,3 mil empregos formais em janeiro de 2026, superando expectativas e impulsionado pela indústria, após um dezembro fraco, mas com alerta para moderação futura e salários modestos.

O Brasil registrou a criação de 112.334 empregos formais em janeiro de 2026, um resultado que superou as expectativas do mercado, que projetava cerca de 92 mil novas vagas. Este saldo positivo é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. Este bom início de ano é visto como uma recomposição após um dezembro de 2025 mais fraco do que o esperado. Apesar do desempenho positivo frente às projeções, o número representa uma queda de 27,2% em comparação com o mesmo período de 2025, marcando o pior janeiro desde 2023. O estoque total de empregos formais no país atingiu 48.577.979 ao final do mês.
A geração de empregos foi impulsionada principalmente pela indústria, que se destacou com 54.991 postos de trabalho. Outros setores como construção (+50.545), serviços (+40.525) e agropecuária (+23.073) também apresentaram saldos positivos. Em contrapartida, o comércio registrou um saldo negativo de 56.800 vagas, um fato atribuído à sazonalidade pós-festas de fim de ano, conforme destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Dezoito das 27 unidades federativas registraram saldos positivos, com destaque para Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Embora o início do ano tenha sido forte, especialistas alertam para uma moderação gradual no ritmo de contratações ao longo de 2026, com projeção de 900 mil empregos formais e uma taxa de desemprego em 5,6%. O crescimento dos salários também se mostrou modesto, com o salário médio de admissão nominal aumentando 6,1%, mas o salário real recuando 0,1%, indicando que o poder de compra não acompanhou plenamente o avanço das vagas.
InfoMoney • 3 mar, 15:22
Agência Brasil - EBC • 3 mar, 11:43
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