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Brasil cria 112,3 mil empregos formais em janeiro, superando projeções e impulsionado pela indústria

O Brasil gerou 112,3 mil empregos formais em janeiro de 2026, superando expectativas e impulsionado pela indústria, após um dezembro fraco, mas com alerta para moderação futura e salários modestos.

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Foto: InfoMoney
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03/03 às 12:01 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • A economia brasileira criou 112.334 empregos formais em janeiro de 2026, resultado de 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões.
  • O número superou a expectativa de economistas, que previam a criação líquida de 92.000 vagas, e representa uma recomposição após um dezembro de 2025 mais fraco.
  • A indústria foi o setor de destaque, gerando 54.991 postos de trabalho, seguida por construção (+50.545) e serviços (+40.525).
  • O comércio registrou saldo negativo de 56.800 vagas devido à sazonalidade pós-festas de fim de ano, sendo o único setor com fechamento líquido.
  • Ao final de janeiro de 2026, o país registrava 48,57 milhões de empregos com carteira assinada, com 18 das 27 unidades federativas apresentando saldos positivos.
  • O crescimento dos salários foi modesto, com o salário médio de admissão nominal crescendo 6,1% e o real recuando 0,1%.
  • Apesar do bom início, a expectativa é de moderação no ritmo de criação de vagas ao longo do ano, com projeção de 900 mil empregos formais em 2026.

O Brasil registrou a criação de 112.334 empregos formais em janeiro de 2026, um resultado que superou as expectativas do mercado, que projetava cerca de 92 mil novas vagas. Este saldo positivo é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. Este bom início de ano é visto como uma recomposição após um dezembro de 2025 mais fraco do que o esperado. Apesar do desempenho positivo frente às projeções, o número representa uma queda de 27,2% em comparação com o mesmo período de 2025, marcando o pior janeiro desde 2023. O estoque total de empregos formais no país atingiu 48.577.979 ao final do mês.

A geração de empregos foi impulsionada principalmente pela indústria, que se destacou com 54.991 postos de trabalho. Outros setores como construção (+50.545), serviços (+40.525) e agropecuária (+23.073) também apresentaram saldos positivos. Em contrapartida, o comércio registrou um saldo negativo de 56.800 vagas, um fato atribuído à sazonalidade pós-festas de fim de ano, conforme destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Dezoito das 27 unidades federativas registraram saldos positivos, com destaque para Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Embora o início do ano tenha sido forte, especialistas alertam para uma moderação gradual no ritmo de contratações ao longo de 2026, com projeção de 900 mil empregos formais e uma taxa de desemprego em 5,6%. O crescimento dos salários também se mostrou modesto, com o salário médio de admissão nominal aumentando 6,1%, mas o salário real recuando 0,1%, indicando que o poder de compra não acompanhou plenamente o avanço das vagas.

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