O mercado de trabalho formal registrou 72.960 novas vagas em maio de 2026, o pior desempenho para o mês desde 2020 e abaixo das projeções do mercado.
O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou uma desaceleração acentuada em maio de 2026, com a criação de 72.960 postos de trabalho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado, que ficou abaixo da expectativa de economistas — que projetavam cerca de 115 mil vagas —, marca o desempenho mais fraco para o mês desde 2020 e uma queda de 52% em relação ao mesmo período de 2025. Este é o segundo mês consecutivo de desaceleração, reforçando um cenário de esfriamento no ritmo de contratações.
Embora o saldo tenha sido positivo em todos os cinco grandes setores da economia, o setor de serviços destacou-se como o principal motor do período, respondendo por 45.655 novas vagas. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o país somou 767,32 mil novas contratações, um recuo de 28% frente ao desempenho observado no ano anterior. Além da redução no volume de postos, o salário médio de admissão sofreu uma queda real, fixando-se em R$ 2.384,10. Com esses números, o estoque total de empregos formais no país atingiu 47,87 milhões, refletindo um mercado que, apesar de manter o saldo positivo, opera em patamares inferiores aos registrados nos últimos anos.
InfoMoney • 30 jun, 15:04
Folha de São Paulo - Mercado • 30 jun, 14:53
UOL - Economia • 30 jun, 14:18
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