Desemprego sinaliza acomodação, mas em nível historicamente baixo, dizem economistas
Economistas analisam que o mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de acomodação, com a taxa de desocupação em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, mas ainda em um patamar historicamente baixo, enquanto o rendimento real continua a crescer.
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27/03 às 11:08
Pontos principais
- A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, indicando os primeiros sinais de acomodação após recordes de baixa.
- Apesar do aumento em relação ao trimestre anterior, o indicador representa uma queda de 1,0 p.p. comparado ao mesmo período do ano anterior.
- Economistas como André Valério (Inter) e Leonardo Costa (ASA) destacam a robustez do setor, com população ocupada próxima das máximas e crescimento do rendimento real.
- Ariane Benedito (PicPay) observa um enfraquecimento mais disseminado da absorção de mão de obra, com perda de ocupação concentrada em setores específicos e influência sazonal.
- Claudia Moreno (C6 Bank) e Rafael Perez (Suno Research) concordam que o mercado de trabalho permanece aquecido, mas Perez alerta para desaceleração em indicadores como população ocupada e empregados com carteira.
- A elevada taxa de juros é apontada como fator que reduz o dinamismo do mercado, e a resiliência da renda familiar mantém pressão sobre a inflação de serviços.
- As projeções indicam que a taxa de desemprego deve encerrar 2026 em patamares próximos de 5,5% a 6,0%, com uma normalização gradual.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
André Valério (economista sênior do Inter)Leonardo Costa (economista do ASA)Ariane Benedito (economista-chefe do PicPay)Claudia Moreno (economista do C6 Bank)Rafael Perez (economista da Suno Research)
Organizações
IBGEBanco InterASAPicPayC6 BankSuno ResearchXPBanco Central
Lugares
Brasil
