Governo propõe medidas para conter juros de consignado privado
O governo brasileiro planeja propor medidas para controlar os juros considerados abusivos em empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado, buscando regulamentar o mercado.
Pontos principais
- O governo elaborou uma proposta para conter os juros abusivos em empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado.
- A proposta não inclui um teto para os juros, mas pode definir um percentual acima da taxa média como abusivo.
- A regulamentação do uso do FGTS como garantia para empréstimos é outra medida em análise para reduzir os juros.
- A reunião do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado (CGCONSIG), que debateria as propostas, foi adiada sem nova data.
- Desde o lançamento em março de 2025, o programa de crédito consignado privado dobrou o estoque de empréstimos e elevou as taxas de juros de 44% para 57% ao ano.
O governo brasileiro está desenvolvendo medidas para conter o que considera juros abusivos nos empréstimos consignados destinados a trabalhadores do setor privado. A iniciativa busca regulamentar o mercado e seria debatida na próxima reunião do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado (CGCONSIG), que, no entanto, foi adiada sem nova data. Entre as propostas, não há previsão de um teto para os juros, mas sim a possibilidade de definir um percentual acima da taxa média como abusivo. Outra medida em análise é a regulamentação do uso do FGTS como garantia para esses empréstimos, visando a redução das taxas.
O programa de crédito consignado privado, lançado em março de 2025, resultou na duplicação do estoque de empréstimos para R$83 bilhões, mas também elevou as taxas de juros anuais de 44% para 57%. Apesar do aumento das taxas, a inadimplência dos trabalhadores privados nesta modalidade registrou queda de 7,5% para 5,6% no mesmo período, indicando que a inadimplência não é a causa da alta dos juros. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou a necessidade de aperfeiçoar o modelo de crédito do país.
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