O governo federal implementou novas diretrizes para controlar a cobrança de juros em empréstimos consignados privados, buscando combater taxas consideradas abusivas. A decisão, tomada pelo Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, não define um teto fixo, mas estabelece uma taxa de referência e limita a 1 ponto percentual a diferença entre os juros nominais e o Custo Efetivo Total (CET). Bancos que desrespeitarem as normas poderão ser notificados e suspensos do programa Crédito do Trabalhador.
A medida visa conter o crescente endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 49,9% em fevereiro, o maior nível desde 2005. O programa Crédito do Trabalhador, lançado em março de 2025, já movimentou R$ 121 bilhões em empréstimos para 9 milhões de trabalhadores. Com a taxa média atual de juros em 3,66% ao mês, o teto implícito de juros ficaria próximo de 4,98% ao mês, com um CET máximo de cerca de 5,98%.
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