A eleição da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados intensificou o embate político. Parlamentares da oposição questionam sua legitimidade devido ao seu gênero, enquanto aliados classificam as críticas como discriminatórias. Hilton, por sua vez, declarou que a comissão enfrentará um "sistema organizado de opressão" e que suas prioridades incluem o combate à misoginia e à violência digital, defendendo a ampliação do conceito de mulher para além de questões biológicas.
A primeira sessão sob sua liderança foi marcada por impasses e trocas de acusações. Deputadas da oposição anunciaram a intenção de recorrer para anular a eleição e apresentar uma representação no Conselho de Ética, além de propor um projeto de lei para restringir a presidência da comissão a deputadas cisgênero. Hilton também acionou a Justiça Eleitoral contra a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suposta fraude eleitoral no uso de cotas raciais e criticou a prática de blackface.
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