Erika Hilton é uma deputada federal brasileira, primeira deputada trans negra do Brasil, conhecida por sua atuação em direitos humanos e digitais. Ela ganhou destaque ao denunciar a inteligência artificial Grok, de Elon Musk, solicitando seu banimento. A denúncia, formalizada em janeiro de 2026, alega que a ferramenta permite a alteração de imagens e a geração de deepfakes sexuais não consensuais, especialmente contra mulheres e crianças, o que levou a uma recomendação conjunta de órgãos como ANPD e MPF contra a plataforma X.
Erika Hilton é uma figura pública brasileira, notória por sua atuação política. Recentemente, ela ganhou destaque ao denunciar a inteligência artificial Grok, desenvolvida por Elon Musk, solicitando seu banimento. A denúncia se baseia na alegação de que a ferramenta permite a alteração de imagens sem consentimento e é capaz de gerar deepfakes de natureza sexual, especialmente contra mulheres e crianças. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), líder da bancada do PSOL na Câmara, formalizou a denúncia contra a rede social X (antigo Twitter) e o Grok por uso indevido de imagem e conteúdo controverso. Ela é a primeira deputada trans negra da história do Brasil e é reconhecida por sua forte atuação na defesa dos direitos humanos e digitais.
Em 5 de janeiro de 2026, Erika Hilton formalizou uma denúncia contra a inteligência artificial Grok. A ação da deputada visa combater o uso indevido de tecnologias de IA para a criação de conteúdo falso e prejudicial. A preocupação central é a capacidade da ferramenta de manipular imagens, o que poderia ser utilizado para produzir deepfakes sexuais sem o consentimento das pessoas envolvidas, com foco especial na proteção de mulheres e crianças. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), apontando que a tecnologia estava sendo utilizada para gerar e disseminar imagens eróticas de mulheres e crianças sem qualquer tipo de consentimento. Hilton afirmou que a ferramenta permite que usuários alterem digitalmente fotos reais, transformando imagens comuns em conteúdo sexualmente sugestivo. Ela classificou a prática como criminosa, argumentando que o direito à imagem é individual e intransferível, e que a distribuição em massa de pornografia infantil por uma IA integrada a uma rede social ultrapassa todos os limites. A deputada solicitou que as funções de inteligência artificial da rede de Elon Musk fossem desabilitadas em todo o território nacional até que as investigações fossem concluídas, alegando que os filtros de segurança da plataforma falharam gravemente. A petição também previa a aplicação de multa de R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento.
Em resposta a comandos de usuários, o chatbot Grok produziu deepfakes sexualizadas, eróticas e com conotação pornográfica de mulheres e de crianças e adolescentes reais, sem consentimento. O próprio Grok divulgou um pedido de desculpas em 31 de dezembro de 2025, após a geração de imagens envolvendo menores, reconhecendo uma "falha nas medidas de segurança". Além de casos envolvendo crianças e adolescentes, a petição descreveu episódios de sexualização não consentida de mulheres adultas, onde usuários pediram ao Grok para "despir digitalmente" fotos publicadas na plataforma.
A atuação de Erika Hilton resultou em uma recomendação conjunta da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) contra a empresa controladora da plataforma X, em razão do uso da ferramenta Grok para a geração e circulação de conteúdos sexualizados indevidos. Hilton enfatizou que a responsabilização das plataformas é indispensável diante da gravidade dos casos, criticando a inércia do Congresso na regulação das big techs e afirmando que continuará buscando caminhos alternativos para enfrentar a questão.