Deputados estaduais de São Paulo solicitaram a cassação de Fabiana Bolsonaro (PL) por blackface e discurso transfóbico contra Erika Hilton, após a deputada se declarar parda à Justiça Eleitoral.
Um grupo de deputados estaduais de São Paulo solicitou a cassação da deputada Fabiana Bolsonaro (PL) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A medida ocorre após a deputada ser acusada de blackface e discurso transfóbico durante uma manifestação contra a eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
Fabiana Bolsonaro pintou o rosto e os braços de marrom na tribuna da Alesp, questionando a legitimidade de Erika Hilton, uma mulher trans, para representar mulheres biológicas. Durante o ato, a deputada se declarou "branca", mas havia se declarado "parda" à Justiça Eleitoral em 2022, recebendo R$ 1.593,33 do Fundo Eleitoral destinado a candidatos pardos e negros. Mônica Seixas (PSOL) e Luana Alves (PSOL) registraram um boletim de ocorrência, e Ediane Maria (PSOL) denunciou a deputada ao Ministério Público de São Paulo por racismo. Fabiana Bolsonaro defendeu sua atitude como uma analogia e negou a prática de blackface, classificando a acusação como uma "mentira deliberada" para silenciar o debate. O uso de blackface é historicamente associado à reprodução de estereótipos racistas e discriminação, com origem em espetáculos do século 19 nos EUA. Apesar do sobrenome, Fabiana Bolsonaro não possui parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o adotou por afinidade ideológica.
Agência Brasil - EBC • 19 mar, 18:02
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