Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulheres
Estudo da FGV revela que a fome diminuiu mais significativamente em lares brasileiros chefiados por mulheres beneficiárias do Bolsa Família entre 2023 e 2024.
Pontos principais
- A fome recuou 2,4 pontos percentuais em lares com Bolsa Família chefiados por mulheres, passando de 9,6% em 2023 para 7,2% em 2024.
- 71% dos domicílios que alcançaram segurança alimentar com o Bolsa Família são chefiados por mulheres.
- Quase 670 mil dos 946,6 mil domicílios assistidos pelo Bolsa Família que deixaram a fome são chefiados por mulheres.
- A pesquisadora Janaína Rodrigues Feijó atribui o resultado à maior capacidade das mulheres de administrar a renda do Bolsa Família, priorizando alimentação, saúde e educação.
- O Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025, após ter retornado em 2022, com 26,5 milhões de pessoas saindo da fome no biênio 2023-2024.
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a redução da fome no Brasil foi mais expressiva em lares chefiados por mulheres beneficiárias do programa Bolsa Família entre 2023 e 2024. Nesses domicílios, a fome diminuiu 2,4 pontos percentuais, caindo de 9,6% para 7,2%. Dos 946,6 mil domicílios que deixaram a situação de fome, quase 670 mil eram chefiados por mulheres, representando 71% dos lares que alcançaram a segurança alimentar com o auxílio do programa.
A pesquisadora Janaína Rodrigues Feijó, da FGV, destaca que a maior capacidade das mulheres em gerir a renda do Bolsa Família, priorizando gastos com alimentação, saúde e educação, é um fator crucial para esses resultados. Ministros como Anielle Franco e Wellington Dias reforçam a importância de priorizar mulheres na distribuição do benefício para combater a fome e a desigualdades. O Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025, com 26,5 milhões de pessoas saindo da fome no biênio 2023-2024, evidenciando o impacto das políticas públicas de transferência de renda em domicílios vulneráveis.
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