Em 2025, 2.639 cidades brasileiras continuam a apresentar um número maior de beneficiários do Bolsa Família do que de empregos formais. A situação é mais crítica nas regiões Nordeste e Norte, onde nove municípios não registram nenhum emprego com carteira assinada. Nos últimos três anos, houve uma redução de 9,5% no número de cidades com alta dependência do Bolsa Família, caindo de 2.915 em 2023 para o patamar atual.
Em fevereiro de 2026, nove estados brasileiros ainda registram mais famílias beneficiárias do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada: Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. O número de estados nessa situação diminuiu de 13 em 2023/2024 para 9 em 2026. A dependência do Bolsa Família na economia brasileira, medida pela proporção de beneficiários em relação a empregos formais, estabilizou-se no início de 2026, com 38,6 beneficiários para cada 100 carteiras assinadas. Essa estabilização ocorre após uma queda acentuada em 2025, impulsionada pela alta do emprego formal e por um pente-fino que resultou na exclusão de 2,1 milhões de famílias do programa. O recorde de dependência foi em janeiro de 2023, com 49,6 cadastros para cada 100 registros formais de trabalho. A estabilidade atual é explicada pela desaceleração econômica, que freou a criação de empregos formais, e pela manutenção do Bolsa Família em um patamar elevado de famílias atendidas. A Regra de Proteção, criada em 2023, permitiu que 2,4 milhões de famílias recebam metade do benefício por até um ano ao ascenderem socialmente.
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