O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que o programa Bolsa Família não desestimula a participação feminina no mercado de trabalho, embora a disparidade salarial e a necessidade de apoio a mães com filhos pequenos ainda sejam desafios significativos.
Um relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o programa Bolsa Família não desencoraja sistematicamente a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro. No entanto, o estudo ressalta que a disparidade salarial e a falta de apoio para mães com filhos pequenos continuam sendo barreiras significativas para a inserção das mulheres. Mulheres no Brasil recebem salários mensais 22% menores que os homens, mesmo em condições equivalentes de escolaridade e cargo, o que pode levá-las a optar por cuidar dos filhos em casa.
Para impulsionar a economia e promover a igualdade de gênero, o FMI sugere medidas como ajustes nas regras do Bolsa Família, a ampliação de creches e serviços de assistência a idosos, e a implementação efetiva da Lei da Igualdade Salarial. A instituição estima que reduzir pela metade a diferença na participação de homens e mulheres no mercado de trabalho até 2033 poderia elevar o crescimento anual do Brasil em 0,5 ponto percentual, destacando a importância de políticas que apoiem a autonomia econômica feminina.