A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, descartando a hipótese de suicídio e indiciando o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processual. Geraldo foi preso em São José dos Campos em 18 de março, após o indiciamento pela morte de Gisele, sua companheira, encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro no apartamento do casal. A família da vítima e a investigação contestaram a versão inicial de suicídio apresentada pelo tenente-coronel, levantando suspeitas sobre as circunstâncias da morte. Ele foi levado ao 8º Distrito Policial e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) justificou a prisão do tenente-coronel pelo risco de interferência nas provas e pela gravidade do caso, atendendo a um pedido da Polícia Judiciária Militar. Laudos necroscópicos, incluindo um segundo após exumação, apontaram lesões contundentes na face e pescoço da vítima, compatíveis com pressão digital e escoriação por unha, e laudos periciais médico-legais indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio. Além disso, uma testemunha ouviu um disparo às 7h28, mas o tenente-coronel só acionou a polícia às 7h57, um intervalo de quase meia hora. Socorristas notaram que Geraldo estava seco, contradizendo sua alegação de estar no banho durante o disparo, e a posição da arma na mão da vítima foi considerada incomum para casos de suicídio. O Secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou inconsistências na conduta de Geraldo, e o Tribunal de Justiça Militar também autorizou a apreensão de celulares e a quebra de sigilo de dados do investigado.
28 abr, 20:01
9 abr, 13:08
20 mar, 23:01
10 mar, 12:04
6 mar, 14:02
Carregando comentários...