O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado por feminicídio e fraude processual, foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo a seu próprio pedido, com base em critérios de idade e tempo de serviço. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, garante a ele o direito a proventos integrais, equivalentes à aposentadoria militar, mesmo com o salário suspenso desde sua prisão em 18 de março. O salário bruto do oficial superava R$ 28.000, e o benefício de aposentadoria deve ficar próximo de R$ 20.000.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) esclareceu que a passagem para a reserva não afeta a responsabilização penal ou disciplinar do militar. Um conselho de justificação foi instaurado e pode resultar na demissão, perda de posto e patente do tenente-coronel. A interrupção dos vencimentos previdenciários, no entanto, depende de uma decisão judicial definitiva. Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro, e o caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio qualificado e fraude processual após laudos periciais indicarem disparo com a arma encostada na cabeça e lesões de agressão.
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