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Diretor de contraterrorismo dos EUA renuncia por oposição à guerra no Irã

Joseph Kent, diretor do Centro de Contraterrorismo dos EUA, renunciou ao cargo alegando não poder apoiar a guerra contra o Irã, que ele considera influenciada por Israel.

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Foto: InfoMoney
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17/03 às 11:02 · atualizado 15:03

Pontos principais

  • Joseph Kent, diretor do Centro de Contraterrorismo dos EUA, renunciou ao cargo em protesto contra a guerra no Irã.
  • Kent declarou que o Irã não era uma ameaça iminente e que a guerra foi influenciada por Israel e seu lobby.
  • Ele criticou a influência de altos funcionários israelenses e membros da mídia sobre o presidente Donald Trump, que o teriam levado a acreditar em uma ameaça iraniana falsa.
  • A diretora do DNI, Tulsi Gabbard, já havia negado que o Irã estivesse desenvolvendo armas nucleares.
  • A renúncia expõe divisões entre os apoiadores republicanos de Trump sobre a guerra.

Joseph Kent, diretor do Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos, renunciou ao seu cargo devido à sua oposição à guerra contra o Irã. Em uma carta dirigida ao presidente Donald Trump e publicada no X, Kent expressou que não poderia apoiar o conflito em curso, argumentando que o Irã não representava uma ameaça iminente aos interesses americanos. Ele também alegou que Israel e seu lobby nos EUA pressionaram o país para o conflito, enganando o presidente Trump e o levando a acreditar em uma ameaça iraniana falsa.

Kent, um ex-Forças Especiais e apoiador de Trump, afirmou não poder apoiar o envio de novas gerações para uma guerra sem benefício para o povo americano. A diretora do DNI, Tulsi Gabbard, já havia negado que o Irã estivesse desenvolvendo armas nucleares, contrariando as alegações de Trump e Netanyahu. Analistas sugerem que a acusação de armas nucleares é um pretexto para uma mudança de regime no Irã, visando conter a oposição à política de Washington e Tel Aviv e a expansão econômica da China na região.

A renúncia de Kent expõe divisões entre os republicanos sobre a guerra. Sua declaração de que o Irã não era uma ameaça iminente e a sugestão de influência externa na decisão de guerra podem gerar debates sobre a justificativa e os bastidores do conflito. A esposa de Kent, Shannon, foi morta em um atentado suicida na Síria em 2019.

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