Joseph Kent, diretor do Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos, renunciou ao seu cargo devido à sua oposição à guerra contra o Irã. Em uma carta dirigida ao presidente Donald Trump e publicada no X, Kent expressou que não poderia apoiar o conflito em curso, argumentando que o Irã não representava uma ameaça iminente aos interesses americanos. Ele também alegou que Israel e seu lobby nos EUA pressionaram o país para o conflito, enganando o presidente Trump e o levando a acreditar em uma ameaça iraniana falsa.
Kent, um ex-Forças Especiais e apoiador de Trump, afirmou não poder apoiar o envio de novas gerações para uma guerra sem benefício para o povo americano. A diretora do DNI, Tulsi Gabbard, já havia negado que o Irã estivesse desenvolvendo armas nucleares, contrariando as alegações de Trump e Netanyahu. Analistas sugerem que a acusação de armas nucleares é um pretexto para uma mudança de regime no Irã, visando conter a oposição à política de Washington e Tel Aviv e a expansão econômica da China na região.
A renúncia de Kent expõe divisões entre os republicanos sobre a guerra. Sua declaração de que o Irã não era uma ameaça iminente e a sugestão de influência externa na decisão de guerra podem gerar debates sobre a justificativa e os bastidores do conflito. A esposa de Kent, Shannon, foi morta em um atentado suicida na Síria em 2019.
Agência Brasil - EBC • 17 mar, 13:34
InfoMoney • 17 mar, 11:35
G1 Mundo • 17 mar, 10:43
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