A administração Trump declarou o término da guerra com o Irã antes do prazo, mas o presidente indica que as operações militares prosseguirão sem autorização do Congresso, gerando impasse.
A administração do presidente Donald Trump declarou o término da guerra com o Irã, antes do prazo de 60 dias previamente estabelecido. A Casa Branca informou ao Congresso dos EUA que as hostilidades foram encerradas, uma medida que contorna o prazo legal para que o Congresso autorizasse a continuidade do conflito, iniciado há dois meses sem aprovação legislativa. O prazo legal de 60 dias para a autorização do Congresso sobre o uso das Forças Armadas expirou, e a guerra contra o Irã teve início há 60 dias.
Segundo o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o cessar-fogo em vigor, negociado em 7 de abril, efetivamente pausou o conflito, reforçando a posição da Casa Branca sobre o encerramento das hostilidades. Hegseth afirmou que a trégua suspende a necessidade de aprovação do Congresso para o conflito, afetando a exigência de autorização legislativa para a guerra. O presidente Trump comunicou ao Congresso, por meio de uma carta enviada aos líderes, que, com o cessar-fogo, as hostilidades foram "encerradas", e ele argumenta que não precisa da aprovação do Congresso para uma guerra contra o Irã. A carta foi enviada 60 dias após Trump notificar o Congresso sobre ataques dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Contudo, democratas e alguns republicanos contestam a interpretação do governo sobre a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização do Congresso em 60 dias para o uso da força, defendendo a necessidade de uma autorização formal para as ações militares. A decisão de Trump de sinalizar que a operação militar contra o Irã prosseguirá sem a aprovação do Congresso gera um impasse jurídico e político nos Estados Unidos. A declaração de Trump implica uma interpretação dos poderes presidenciais em conflitos militares, levantando debate sobre a autoridade executiva versus legislativa em decisões de guerra. A questão pode ser judicializada e chegar à Suprema Corte, com impacto nas eleições de novembro.
Paralelamente, o Presidente Donald Trump discutiu a proposta do Irã para encerrar a guerra, afirmando que houve progresso nas negociações. Trump, no entanto, expressou insatisfação com o resultado, duvidando se um acordo final será alcançado, conforme declarações a repórteres na Casa Branca. Ele alertou que, apesar do encerramento das hostilidades, a ameaça iraniana permanece significativa.
The Guardian World • 1 mai, 18:18
Folha de São Paulo - Mundo • 1 mai, 18:10
BBC Brasil • 1 mai, 18:31
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