Chefe do antiterrorismo dos EUA renuncia: “Irã não é ameaça iminente”
Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, renunciou ao cargo por discordar da guerra no Irã, afirmando que o país não representava uma ameaça iminente e que a guerra foi influenciada por Israel.
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17/03 às 13:34
Pontos principais
- Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, renunciou ao cargo em protesto contra a guerra no Irã.
- Kent declarou que o Irã não era uma ameaça iminente e que a guerra foi iniciada devido à pressão de Israel e seu lobby.
- Ele criticou a influência de altos funcionários israelenses e membros da mídia sobre o presidente Donald Trump, que o teriam levado a acreditar em uma ameaça iraniana falsa.
- Kent, um veterano de guerra que perdeu a esposa em um atentado na Síria, afirmou não poder apoiar o envio de novas gerações para uma guerra sem benefício para o povo americano.
- A diretora do DNI, Tulsi Gabbard, já havia negado que o Irã estivesse desenvolvendo armas nucleares, contrariando as alegações de Trump e Netanyahu.
- Analistas sugerem que a acusação de armas nucleares é um pretexto para uma mudança de regime no Irã, visando conter a oposição à política de Washington e Tel Aviv e a expansão econômica da China na região.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Joseph Kent (diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA)Donald Trump (presidente dos EUA)Shannon Kent (militar da Marinha estadunidense)Tulsi Gabbard (diretora do Escritório Nacional de Inteligência da Casa Branca)Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel)
Organizações
Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados UnidosEscritório Nacional de Inteligência dos EUA (DNI)Casa BrancaExército dos EUAMarinha estadunidenseFifaUnescoAgência Brasil
Lugares
IrãEstados UnidosIsraelOriente MédioIraqueUcrâniaSíriaMéxicoCubaTeerãWashingtonTel AvivChina

