O conflito no Irã, com ataques de EUA e Israel, elevou os preços do petróleo para US$ 120, com o Irã alertando para US$ 200 e ameaçando ataques contínuos.
A guerra no Irã, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel, provocou uma escalada nos preços do petróleo, com o barril atingindo US$ 120. O comando militar do Irã alertou para a possibilidade de o preço do petróleo chegar a US$ 200 o barril, citando a desestabilização da segurança regional. O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, declarou que os EUA não conseguirão controlar os preços do petróleo e que o Irã transitará de 'ataques recíprocos' para 'ataques contínuos' contra seus adversários. O Irã também proibiu o envio de petróleo para os EUA, Israel e seus parceiros, considerando qualquer embarcação com esse destino como alvo legítimo.
O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, é o principal fator de preocupação, ameaçando o que pode ser o maior choque petrolífero da história. A instabilidade levou a uma intervenção de Donald Trump e a rumores de liberação de reservas de emergência pelo G7, enquanto a IEA propôs uma grande liberação de reservas para tentar estabilizar o mercado.
As consequências da crise se estendem a diversos setores, como transporte e petroquímica, que enfrentam aumento de custos operacionais e cancelamento de voos. Três navios mercantes foram atacados no Golfo Pérsico, elevando para 14 o número de embarcações atingidas desde o início do conflito. A crise também pode ter sérias repercussões políticas, especialmente para o presidente Trump, cuja narrativa econômica é ameaçada pela alta dos combustíveis. Na América Latina, exportadores como Brasil e Argentina podem se beneficiar, enquanto importadores como Chile e Peru serão prejudicados.
G1 Mundo • 11 mar, 11:59
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