O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, impulsionado por uma série de ataques iranianos a navios petroleiros e comerciais, bem como a instalações petrolíferas na região do Golfo. Incidentes recentes incluem ataques a depósitos de combustível no Bahrein e Omã, um campo de petróleo na Arábia Saudita, e navios perto do estratégico Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. Dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas e outros três navios foram atingidos no Golfo, com a Guarda Revolucionária do Irã reivindicando a responsabilidade por um dos ataques. O petróleo WTI também registrou alta de aproximadamente 6%. A escalada dos conflitos militares na região, que envolve Irã, Estados Unidos e Israel, intensificou os temores de interrupções no transporte de energia, que já afeta cerca de um quinto do suprimento mundial, com o transporte marítimo no Estreito de Ormuz quase paralisado.
A alta dos preços ocorreu mesmo após a Agência Internacional de Energia (IEA) anunciar a maior liberação coordenada de reservas estratégicas de sua história, totalizando 400 milhões de barris. No entanto, investidores e analistas permanecem céticos quanto à capacidade da medida de compensar o choque de oferta imediato causado pela guerra no Oriente Médio. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque e que o Irã está "perto da derrota", mas a Marinha dos EUA recusou pedidos devido ao alto risco. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou uma "guerra de desgaste" e ataques a interesses ocidentais, levando empresas como Citi, Deloitte e PwC a retirar funcionários ou fechar escritórios em Dubai, e bancos como Citibank e HSBC a fechar agências nos Emirados Árabes Unidos e Catar.
InfoMoney • 12 mar, 08:32
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