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Preço do petróleo Brent supera US$ 100 com escalada de ataques no Golfo

O preço do petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril após novos ataques iranianos a instalações petrolíferas e navios no Golfo, intensificando temores de interrupção no fornecimento global.

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Foto: InfoMoney
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12/03 às 02:00 · atualizado 09:02

Pontos principais

  • O preço do petróleo Brent subiu acima de US$ 100, com o WTI também registrando alta, após ataques iranianos a navios e infraestruturas petrolíferas.
  • Novos ataques atingiram depósitos de combustível no Bahrein e Omã, um campo de petróleo na Arábia Saudita, e navios no Estreito de Ormuz e perto do Iraque.
  • Dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas e outros três navios foram atingidos no Golfo, com a Guarda Revolucionária do Irã reivindicando responsabilidade por um dos ataques.
  • O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e EUA contra o Irã, escalou para uma dimensão regional, afetando o Estreito de Ormuz.
  • A Agência Internacional de Energia (IEA) anunciou a maior liberação coordenada de reservas estratégicas da história, totalizando 400 milhões de barris, mas analistas veem a medida como insuficiente.
  • O transporte marítimo no Estreito de Ormuz está quase paralisado, intensificando os temores de interrupção no transporte de energia, que afeta um quinto do suprimento mundial.
  • Donald Trump prometeu segurança na região e afirmou que o Irã está "perto da derrota", enquanto a Guarda Revolucionária iraniana ameaça uma "guerra de desgaste" e o Irã se recusa a negociar com Washington.
  • Empresas como Citi, Deloitte e PwC retiraram funcionários ou fecharam escritórios em Dubai, e bancos como Citibank e HSBC fecharam agências nos Emirados Árabes Unidos e Catar após ameaças.

O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, impulsionado por uma série de ataques iranianos a navios petroleiros e comerciais, bem como a instalações petrolíferas na região do Golfo. Incidentes recentes incluem ataques a depósitos de combustível no Bahrein e Omã, um campo de petróleo na Arábia Saudita, e navios perto do estratégico Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. Dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas e outros três navios foram atingidos no Golfo, com a Guarda Revolucionária do Irã reivindicando a responsabilidade por um dos ataques. O petróleo WTI também registrou alta de aproximadamente 6%. A escalada dos conflitos militares na região, que envolve Irã, Estados Unidos e Israel, intensificou os temores de interrupções no transporte de energia, que já afeta cerca de um quinto do suprimento mundial, com o transporte marítimo no Estreito de Ormuz quase paralisado.

A alta dos preços ocorreu mesmo após a Agência Internacional de Energia (IEA) anunciar a maior liberação coordenada de reservas estratégicas de sua história, totalizando 400 milhões de barris. No entanto, investidores e analistas permanecem céticos quanto à capacidade da medida de compensar o choque de oferta imediato causado pela guerra no Oriente Médio. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque e que o Irã está "perto da derrota", mas a Marinha dos EUA recusou pedidos devido ao alto risco. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou uma "guerra de desgaste" e ataques a interesses ocidentais, levando empresas como Citi, Deloitte e PwC a retirar funcionários ou fechar escritórios em Dubai, e bancos como Citibank e HSBC a fechar agências nos Emirados Árabes Unidos e Catar.

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