A nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, na liderança suprema do Irã, solidifica a linha dura no poder e projeta um cenário de continuidade para o conflito no Oriente Médio. Essa ascensão, que ocorre após a morte de seu pai e outros familiares em um bombardeio coordenado por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, é interpretada como um impedimento para um fim rápido da guerra, com repercussões significativas no cenário global. A dificuldade no fornecimento de energia, exacerbada pela instabilidade, já provocou um aumento nos preços do petróleo, que disparou 25% inicialmente, e uma queda nos mercados de ações, refletindo a preocupação internacional. O episódio do podcast "O Assunto" discutiu o perfil de Mojtaba, a reação do mercado e as perspectivas militares e diplomáticas do Irã.
O novo líder enfrenta o desafio de uma base de apoio em declínio, apesar da lealdade de um núcleo de radicais, incluindo membros da milícia Basij. Décadas de corrupção, repressão e má gestão enfraqueceram o apoio popular ao regime, e a economia em colapso, juntamente com a pressão externa dos EUA e os ataques aéreos contínuos, levantam dúvidas sobre a sobrevivência do regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à notícia declarando Mojtaba Khamenei inaceitável e exigindo a rendição incondicional do Irã, intensificando a retórica e frustrando as expectativas de diálogo para uma resolução rápida da guerra. Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, analisou as implicações da ascensão de Mojtaba para o cenário global e o consumidor brasileiro.
Mojtaba, conhecido por sua ligação com o aparato de segurança da República Islâmica, terá a tarefa de assegurar a sobrevivência do regime em um momento de grande fragilidade e sob ameaça clara à sua segurança. A escolha de Mojtaba foi justificada pela orientação de seu antecessor de que o líder deveria ser "odiado pelo inimigo", o que, segundo o regime, o qualifica para a posição. No entanto, a sucessão de pai para filho não é bem vista na corrente xiita do Islã e pode gerar controvérsia, uma vez que a Revolução Islâmica de 1979 prometia evitar a transmissão hereditária de poder.
G1 Mundo • 10 mar, 00:30
InfoMoney • 9 mar, 12:54
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