Governo propõe fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas
O governo federal propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, visando melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente mulheres.
Pontos principais
- O governo federal defende a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1, propondo um modelo 5x2.
- O presidente Lula reforçou a importância da medida para as mulheres brasileiras, buscando mais tempo para família, estudo, descanso e lazer.
- Setores empresariais, como CNI e CNC, alertam para possíveis aumentos de custos e impactos negativos na economia e no emprego.
- Estudos do Cesit/Unicamp contestam as projeções negativas, sugerindo que a mudança pode gerar empregos e aumentar a produtividade.
- Uma nota técnica do Ipea indicou que a redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%.
O governo federal está empenhado em promover uma significativa mudança nas relações de trabalho no Brasil, propondo o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com a adoção de um modelo 5x2. O presidente Lula defendeu a medida como uma pauta crucial para as mulheres brasileiras, visando proporcionar mais tempo para descanso, lazer, família e estudos, e busca um diálogo amplo com trabalhadores, empregadores e o Congresso Nacional para aprovar a redução.
Apesar dos benefícios sociais esperados, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais, que preveem aumentos de custos e impactos negativos na economia e no emprego. Uma nota técnica do Ipea, por exemplo, indicou que a redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%. Contudo, estudos como os do Cesit/Unicamp contestam essas projeções, sugerindo que a redução da jornada pode, na verdade, gerar empregos e aumentar a produtividade. A questão está atualmente em debate na Câmara dos Deputados, com o governo buscando celeridade na tramitação, e conta com o apoio de uma petição online do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que já reúne quase 3 milhões de assinaturas.
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