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Estudo do Instituto Esfera pede políticas públicas para menopausa, focando em mulheres vulneráveis

Um estudo do Instituto Esfera em Brasília aponta a urgência de políticas públicas específicas para mitigar os impactos da menopausa, especialmente para mulheres negras e em situação de vulnerabilidade, que enfrentam maiores desafios de saúde e no mercado de trabalho.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/03 às 09:04

Pontos principais

  • O Instituto Esfera divulgou um estudo em Brasília que destaca a necessidade de políticas públicas para reduzir os efeitos da menopausa, com foco em mulheres negras e vulneráveis.
  • Mulheres vulnerabilizadas, incluindo negras e residentes em comunidades desassistidas, são mais afetadas biológica e socialmente pela menopausa, segundo a pesquisadora Clarita Costa Maia.
  • Sintomas não tratados da menopausa podem levar à insustentabilidade profissional, afetar o núcleo familiar e gerar consequências para a saúde mental, como aumento do risco de Alzheimer e depressão.
  • A ausência de políticas públicas nacionais estruturadas para a menopausa gera custos significativos para a saúde, economia e previdência social, além de impactar a produtividade nacional.
  • Dados internacionais indicam custos bilionários da menopausa não tratada, com apenas 22,4% das 29 milhões de mulheres brasileiras nessa fase buscando tratamento.

Um estudo recente do Instituto Esfera em Brasília ressalta a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a menopausa, com foco especial em mulheres negras e em situação de vulnerabilidade. A pesquisa aponta que essas mulheres enfrentam maiores desafios de saúde e no mercado de trabalho devido aos impactos da menopausa, que, quando não tratados, podem levar à insustentabilidade profissional e afetar a saúde mental, aumentando o risco de doenças como Alzheimer e depressão.

O documento enfatiza que a ausência de políticas públicas nacionais estruturadas para a menopausa acarreta custos significativos para a saúde, economia e previdência social, além de impactar a produtividade nacional. A secretária Ana Estela Haddad do Ministério da Saúde reconhece a crescente atenção à saúde da mulher e às fases do ciclo de vida feminino, destacando a importância de fóruns sobre o tema. O estudo conclui que tratar a menopausa como política pública não patologiza o envelhecimento feminino, mas reconhece uma etapa legítima do ciclo de vida que demanda cuidado e proteção institucional.

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