O mercado brasileiro voltado à menopausa está em rápida expansão, com estimativas de atingir US$ 527 milhões até 2030. Diante da lacuna de informações fornecidas pelo sistema de saúde tradicional, marcas de cosméticos e suplementos têm assumido o papel de educadoras, transformando um tema historicamente tratado como tabu em um nicho lucrativo. No entanto, essa movimentação levanta preocupações entre especialistas sobre a qualidade das orientações oferecidas ao público feminino. O marketing agressivo de certos produtos, muitas vezes sem eficácia clínica comprovada, pode resultar em frustração terapêutica e no descrédito de tratamentos médicos legítimos. O cenário aponta para uma demanda crescente por soluções que combinem letramento, infraestrutura clínica e suporte real, exigindo que o setor equilibre o potencial comercial com a responsabilidade ética e científica no cuidado com a saúde da mulher.
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