Um novo estudo revela que a insegurança alimentar no Brasil é marcada por profundas desigualdades estruturais, atingindo de forma desproporcional mulheres negras residentes nas regiões Norte e Nordeste. Segundo os dados, 38,5% dos lares chefiados por essa demografia enfrentam quadros de insegurança alimentar grave. A pesquisa destaca que fatores como raça e gênero possuem um peso determinante no acesso à alimentação, superando, em diversos cenários, a influência da ocupação formal no mercado de trabalho. A situação é agravada pela concentração desses indicadores críticos na zona rural, o que evidencia a necessidade de políticas públicas focalizadas. Especialistas reforçam que a manutenção e o fortalecimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e a atuação de órgãos como o Consea, são fundamentais para combater a fome e reduzir as disparidades regionais e sociais persistentes no país.
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