Estudo aponta que mulheres negras jovens enfrentam desemprego superior ao de homens brancos, evidenciando desigualdades estruturais no mercado.
Dados da PNAD Contínua 2025 revelam um cenário de desigualdade persistente no mercado de trabalho brasileiro, com mulheres negras jovens sendo as mais afetadas pela desocupação. A taxa de desemprego para esse grupo chega a 24,7%, superando significativamente a de homens brancos. Além da dificuldade de inserção, a disparidade salarial é acentuada, com o rendimento médio dessas mulheres representando menos da metade do auferido por homens brancos. Especialistas apontam que a exclusão é fruto de barreiras estruturais, incluindo o racismo e a sobrecarga de tarefas domésticas. Para reverter o quadro, o estudo sugere que políticas isoladas, como cotas, são insuficientes, sendo necessária a implementação de ações estruturantes, como a ampliação da rede de creches e programas robustos de permanência estudantil para garantir melhores oportunidades de futuro a essa parcela da população.
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