Desemprego entre mulheres negras jovens atinge 24,7% no Brasil
Estudo aponta que mulheres negras jovens enfrentam desemprego superior ao de homens brancos, evidenciando desigualdades estruturais no mercado.
Pontos principais
- A taxa de desocupação entre mulheres negras de 14 a 17 anos é 1,4 vez maior que a de homens brancos da mesma faixa etária.
- O rendimento médio de mulheres negras no país corresponde a apenas 46,5% do ganho de homens brancos.
- A informalidade atinge 39,1% das jovens negras, dificultando o acesso a empregos formais e benefícios trabalhistas.
- Fatores como racismo estrutural, segregação territorial e sobrecarga com trabalho de cuidado impulsionam a exclusão laboral.
Dados da PNAD Contínua 2025 revelam um cenário de desigualdade persistente no mercado de trabalho brasileiro, com mulheres negras jovens sendo as mais afetadas pela desocupação. A taxa de desemprego para esse grupo chega a 24,7%, superando significativamente a de homens brancos. Além da dificuldade de inserção, a disparidade salarial é acentuada, com o rendimento médio dessas mulheres representando menos da metade do auferido por homens brancos. Especialistas apontam que a exclusão é fruto de barreiras estruturais, incluindo o racismo e a sobrecarga de tarefas domésticas. Para reverter o quadro, o estudo sugere que políticas isoladas, como cotas, são insuficientes, sendo necessária a implementação de ações estruturantes, como a ampliação da rede de creches e programas robustos de permanência estudantil para garantir melhores oportunidades de futuro a essa parcela da população.
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