Estudo revela que a desigualdade econômica entre raça e gênero no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023.
O Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) aponta que a desigualdade estrutural no Brasil manteve-se estável entre 2016 e 2023, evidenciando uma disparidade persistente no mercado de trabalho. Mulheres negras continuam a enfrentar os piores indicadores de renda, acesso à educação e ocupação formal, recebendo, em média, metade do valor auferido por homens brancos. A pesquisa destaca que, embora a renda média tenha crescido no país, o avanço não foi capaz de estreitar as distâncias históricas entre os grupos demográficos.
A concentração de mulheres negras em postos de trabalho informais e no serviço doméstico sem carteira assinada é um dos principais fatores que perpetuam essa exclusão econômica. Diante do cenário, especialistas argumentam que medidas universais de estímulo à economia são insuficientes para corrigir o problema. A recomendação é a implementação de políticas públicas focadas especificamente em raça e gênero para mitigar as assimetrias estruturais que limitam a mobilidade social desse grupo.
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