O relatório da Polícia Federal sobre Rodrigo Bacellar foi enviado ao STF, e a Procuradoria-Geral da República agora definirá se denuncia, solicita novas diligências ou arquiva o inquérito.
O relatório da Polícia Federal referente ao presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi finalizado e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Este desenvolvimento marca uma fase crucial no processo, pois a Procuradoria-Geral da República (PGR) assume agora a responsabilidade de decidir os próximos passos. A PGR tem três opções principais: apresentar uma denúncia formal, solicitar a realização de novas diligências investigativas ou pedir o arquivamento do inquérito.
O inquérito chegou ao STF por sua conexão com a ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que aborda questões relacionadas a operações policiais no estado do Rio de Janeiro. A decisão da PGR é determinante para o futuro de Bacellar, pois, caso haja denúncia e esta seja aceita pelo STF, o presidente afastado se tornará réu e o inquérito se converterá em uma ação penal. Especialistas jurídicos avaliam como remota a possibilidade de Bacellar perder o foro por prerrogativa de função, mantendo o caso sob a alçada do STF.