Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro e ex-diretores da Abin
O ministro Alexandre de Moraes encerrou o inquérito da 'Abin paralela' para Bolsonaro e outros investigados, citando condenações anteriores e falta de provas.
Pontos principais
- O ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação sobre a 'Abin paralela' envolvendo Jair Bolsonaro e ex-dirigentes da agência.
- A decisão baseou-se no entendimento de que os fatos já foram analisados no processo da trama golpista, resultando em condenações prévias.
- Investigações contra Luiz Fernando Corrêa e Alessandro Moretti foram encerradas por ausência de indícios individualizados de conduta criminosa.
- O caso de Carlos Bolsonaro foi remetido para a primeira instância da Justiça Federal no Distrito Federal.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o arquivamento e a mudança de foro para os investigados sem prerrogativa de função.
- A Polícia Federal deverá cancelar os indiciamentos dos investigados que tiveram o processo arquivado por esta decisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que apurava a existência de uma estrutura paralela de espionagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. A decisão atende a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou que os fatos investigados já foram contemplados em condenações anteriores do ex-presidente no âmbito do processo sobre a trama golpista. Além de Bolsonaro, o arquivamento abrange ex-diretores da agência, como Luiz Fernando Corrêa e Alessandro Moretti, devido à falta de individualização concreta de condutas ilícitas nas imputações apresentadas.
O magistrado também determinou o envio de parte do processo para a primeira instância da Justiça Federal, medida que inclui o caso do investigado Carlos Bolsonaro. A decisão reflete o entendimento da PGR de que os fatos remanescentes não possuem relação direta com autoridades que ainda detêm foro privilegiado. Com o encerramento do inquérito no STF, a Polícia Federal deverá proceder com o cancelamento dos indiciamentos dos investigados beneficiados pela decisão, marcando um desdobramento significativo nas investigações sobre o uso da estrutura estatal de inteligência no período anterior ao governo do presidente Donald Trump.
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