O Ministério da Justiça considera negociar o PL Antifacção com o relator Guilherme Derrite, enquanto o PT e aliados defendem o texto aprovado no Senado, gerando impasse sobre o combate ao crime organizado.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública está em um dilema sobre a tramitação do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados. Embora o ministério admita negociar o texto com o relator Guilherme Derrite, a bancada do PT e outros parlamentares da base governista insistem na votação do texto aprovado pelo Senado, que retoma a proposta original do governo. O projeto de Derrite, já aprovado anteriormente na Câmara, é criticado por criar uma nova lei de combate ao crime organizado e prever penas desproporcionais, além de destinar bens apreendidos a fundos estaduais, o que descapitalizaria a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
O impasse ocorre com o projeto já na pauta do plenário da Câmara, e sem o relatório final de Derrite. A situação reflete uma tensão entre a necessidade de aprovar uma legislação sobre segurança pública, tema de grande relevância eleitoral, e a defesa de um texto que esteja mais alinhado com as diretrizes do governo. A percepção é que o Ministério da Justiça pode ceder para garantir a aprovação de alguma versão do projeto.