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Motta mantém Derrite na relatoria do PL Antifacção, gerando atrito e polêmica

O presidente da Câmara, Hugo Motta, manteve Guilherme Derrite na relatoria do PL Antifacção, gerando atrito entre governo e oposição devido às alterações propostas e à atuação anterior do relator.

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Foto: G1 Política
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19/02 às 21:00 · atualizado 20/02 às 12:03

Pontos principais

  • Hugo Motta confirmou Guilherme Derrite como relator do PL Antifacção, ignorando a pressão da base governista e do líder do PT.
  • O projeto, que já passou pela Câmara e Senado, retornou para nova análise após modificações na segunda Casa.
  • O governo critica a manutenção de Derrite, alegando que ele desfigurou o texto original e preferia a versão do Senado, considerada mais aperfeiçoada.
  • Derrite defendeu seu trabalho, comprometendo-se com um texto técnico e alinhado a práticas internacionais, mas apontou retrocessos na versão do Senado.
  • A relatoria anterior de Derrite foi controversa, especialmente por sua atuação como secretário de Segurança Pública de São Paulo.
  • O PL Antifacção está trancando a pauta da Câmara, impedindo a votação de outras proposições importantes.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) na relatoria do Projeto de Lei Antifacção, intensificando o embate entre a base governista e a oposição. A decisão gerou forte reação do governo federal e do líder do PT, Pedro Uczai, que acusam Derrite de ter alterado substancialmente o texto original e preferiam a versão aprovada no Senado, considerada mais alinhada e integradora das forças de segurança. Por outro lado, a oposição comemorou a permanência do deputado, defendendo sua capacidade para conduzir a relatoria.

O PL Antifacção, que já foi aprovado na Câmara e no Senado, retornou à Casa para nova análise devido às alterações feitas pelos senadores. Derrite, que já havia relatado a matéria, expressou compromisso em entregar um texto técnico, mas apontou retrocessos na versão do Senado, como a redução de penas para membros de organizações criminosas. Sua atuação anterior como secretário de Segurança Pública de São Paulo e o apoio à Operação Verão na Baixada Santista também foram pontos de controvérsia. O projeto atualmente tranca a pauta da Câmara, e a expectativa é que seja levado a votação na próxima semana.

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